quarta-feira, 15 de agosto de 2018

A Causa Interior de Sir Martin Brofman - Opinião


Sir Martin Brofman apresenta dados relevantes sobre a possível origem de determinadas doenças em A Causa Interior. Nesta obra, o autor vai analisando várias doenças e procurando na psicologia, a razão para tal acontecer. No entanto, não dá fórmulas mágicas para a cura. Simplesmente procura ajudar a perceber o sintoma.

Andamos, há já algum tempo, desligados do nosso eu e sempre preocupados com o que nos rodeia, na pressa do que nos rodeia, sem olharmos para dentro. Com Sir Brofman, é possível parar e refletir se algum daqueles sintomas que temos, tão simples como uma afta, não poderá ser sinal de algo maior, algo que nos fere cá dentro e que acabamos por exteriorizar daquela forma. 

Como afirmei atrás, não há uma cura subjacente, apenas a procura do entendimento que, por vezes, é essencial para o processo de cura. Nos primeiros capítulos, são abordadas várias metodologias de cura, não exclusivas, a análise do próprio corpo através dos chakras. Na segunda parte, o autor apresenta várias doenças, partes do corpo afectadas ou sintomas, na forma de um dicionário, em que esmiúça as possíveis razões para a pessoa se sentir menos bem.   

A verdade é que todos sabemos que uma má relação no trabalho ou na vida, o stress e o cansaço desenvolvem para problemas maiores se não conseguirmos tratar do problema de raiz. Aqui temos um apoio extra para tentarmos encontrar o que não está bem connosco. Depois, cabe-nos mudar, procurar ajuda e melhorarmos. 

Boas Leituras!

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Vencedor do passatempo "Ponto sem Retorno"





Muito obrigada a todos os que participaram no passatempo Ponto sem Retorno. Foram muitas as participações, partilhas e nomeações. 
O Comment Picker escolheu a Alexandra Guimarães como vencedora. Peço que envie a morada por mensagem privada, via facebook ou para o email info@odiadaliberdade.blog. Muitos Parabéns!


Boas leituras!


terça-feira, 7 de agosto de 2018

Limões na Madrugada de Carla M. Soares - opinião




Assumo-me fã de Carla M. Soares. Nunca tinha lido nada até ao verão passado e, se gostei do primeiro sobre a 1ª Guerra Mundial, Limões na Madrugada não ficou em nada atrás. Apesar de não ser um romance histórico, todo o enredo conta uma história tão portuguesa, onde os segredos, conhecidos por todos, ficavam escondidos em quatro paredes, em defesa dos bons costumes.

Esta obra apresenta duas qualidades que muito aprecio. Em primeiro lugar, Carla M. Soares tem uma atenção aos pormenores, quase cinematográfico, convidando o leitor a cerrar os olhos, absorver e desenhar mentalmente as várias paisagens e cenários por onde Adriana passa. Fiquei com uma enorme vontade de ir calcorrear as ruas do Porto, graças à excelente descrição feita pela autora.

Outro dos pontos positivos são as múltiplas referências culturais existentes no livro, como a pintura e a poesia. Adriana, como todas as mulheres, não é uma criatura simples, tem várias camadas, umas fruto da sua maneira de ser, outras resultantes das vivências familiares.

A sua viagem de regresso a um Portugal triste, ou de tristes lembranças, de certa forma coagida pela curiosidade em conhecer a sua história, é uma viagem feita por todos nós a um passado que nem sempre é tão cor de rosa como imaginado. Estes passados, tão portugueses, ou até mundiais em que ninguém pode meter a colher ou em que os homens tinham o poder sobre as mulheres e filhos, sem que ninguém se possa opor, por questões quase culturais e que, passados tantos anos e tantos alertas ainda hoje parecem ser o dia a dia de tantas famílias.

Esta visita ao passado, escrito por Carla M. Soares, pode também ser um alerta para a defesa desses direitos inerentes à condição humana: o da dignidade e do direito a uma infância protegida.

Mais um romance merecedor de ser lido e saboreado, em qualquer altura do ano. 

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Passatempo Ponto sem Retorno



Vamos oferecer este livro, no Facebook, e só terão de:
- seguir a página de Boas Leituras no Facebook;
- seguir a página de Gabriela Simões
- partilhar a publicação do Facebook
- nomear três amigos na publicação do facebook.

O vencedor será escolhido através de Comment Picker e podem participar quantas vezes quiserem até dia 08 de agosto às 23.59

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Ponto Sem Retorno de Gabriela Simões - Opinião



Gabriela Simões, uma jovem autora, muito promissora, escreveu esta obra de fantasia muito  interessante e que, a meu ver, tem um ponto fraco… Deixa o futuro em aberto, fazendo com que queiramos ler o próximo.

Mas estou a começar pelo fim, Giselle Levy, a personagem principal é uma adolescente independente, que vive afastada com o seu avô para poder fugir à constante ameaça que paira sobre bruxos e meios-bruxos como ela.

 Para sobreviver, comete pequenos furtos, sendo que é apanhada por um dos príncipes do reino e levada para treinar cavalos, ao ser vítima de chantagem pelo mesmo. Aí, conhece melhor os príncipes, mais simpáticos do que o que ela imaginava, e um rei cruel, que desencadeou a perseguição generalizada a todos os seres mágicos.

Não consegui deixar de ler este livro, sofri do célebre vírus de insónia noturna “só mais um capítulo. A personagem está bem construída e é um exemplo interessante de jovens num ambiente misterioso e mágico. Em relação ao enredo, há sempre vontade de continuar a ler e perceber melhor a história que se esconde por detrás as existência de Giselle. Quem é o avô? Quem eram os seus pais? O que se passou no reino?

Algumas respostas vão surgindo, bem como maneiras de Giselle melhorar a sua performance como bruxa, aumentando os seus conhecimentos e consequentemente os seus poderes. Achei bastante interessante o poder que se vai soltando quando Giselle se irrita… Fez-me lembrar a adolescência!

Um bom livro para quem gosta de fantasia e para gente jovem em geral!

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Love Star - Opinião

O futuro pode ter tanto de assustador como de cómico. Andri Snaer Magnuson apresenta-nos uma espécie de tragi-comédia futurista onde os nosso problemas mundiais são dissipados em fogo de artifício espacial.

Magnuson aborda a questão das discrepâncias mundiais, da falta de salubridade e condições de vida, da morte e do amor, de uma forma admiravelmente nova e não tão descabida assim.

Num mundo em que os cientistas acabaram por descobrir como utilizar as ondas electromagnéticas de modo a desligar todo o sistema de fios até agora conhecido, fez com que se abrisse a porta a um Big Brother gigante, onde os seres humanos podiam ser, de facto, os próprios media, comandados por empresas como se se tratassem de meros fantoches.

Os influenciadores, quando comparados com os de hoje em dia, estavam num número muito mais elevado e sem comparação possível. As crianças, quando não fossem bem educadas, poderiam ser devolvidas e reclonadas.

O amor deixava de ser uma opção pois a Love Star tratava de todo o processo para encontrar a alma gémea... E os seres humanos deixavam de ter direito de escolha em todo o processo de vida, por sua própria opção.

Para além disso, Love Star alarga o seu negócio para Death Star, uma empresa que limpa a terra dos resíduos mortais e faz da despedida, vulgo, frequentemente eutanásia. Até que algo corre mal... ou mais do que uma coisa.

Há um casal que ousa opor-se a esta imposição amorosa, há influenciadores que perdem o seu valor e têm de sobreviver de outra maneira, há megalomanias empresariais que acabam por causar o caos. Há uma visão muito própria de Magnuson sobre o futuro, que não é apenas trágico. Há esperança, amor e muito humor!

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Frida Kahlo - Uma edição Kalandraka - Opinião



Esta magnífica obra não é, de todo, infantil. As ilustrações e trabalho de recortes que escondem tesouro atrás de tesouro, levam o leitor por uma viagem pelo imaginário Frida Kahlo. Se por um lado, parece que ficamos a perceber melhor a artista, por outro, aguça-nos a curiosidade para descobrirmos mais sobre ela.

Os textos por Sébastien Pérez recontam a história de Frida por suas próprias palavras, fazendo uso do brilhante trabalho de pesquisa elaborado e conduzem-nos pelos vários temas presentes na vida e na obra de Frida Kahlo como o amor, a morte ou a maternidade.

Por seu lado, Benjamin Lacombe acaba por recriar alguns dos seus mais famosos quadros que tão bem se coadunam com os textos escolhidos por Pérez. As ilustrações com a obra de Frida, juntamente com o jogo de sombras e luz proposto pelos recortes, faz com que nos sintamos dentro de um outro mundo com cores vibrantes e seres mágicos.

Ver o sofrimento patente na história de Frida, uma sobrevivente improvável, que a refinam e tornam uma melhor artista e muito mais do que a mulher de Diego Rivera, nestas páginas mágicas de um livro maravilhoso, com encadernação em tecido, transforma a experiência do leitor em algo transcendente.

Apesar de não ser um livro infantil, é um livro a ser partilhado em família, pois a vida nem sempre é cor de rosa e do meio do caos e do sofrimento pode nascer arte, tão bem dominada por Frida.